domingo, 28 de março de 2021

DETURPAÇÃO DA VERDADE HISTÓRICA DA BATALHA DE KUITO KWANAVALE


1. Os dados históricos são infalíveis... tardam, mas vêem sempre ao de cima! Ligar a Batalha de Kuito Kwanavale com a libertação da África Austral é um autêntico disparate e falta de conhecimento sócio-histórico. É preciso lembrar aqui aos lunáticos, cépticos/fanáticos políticos da nossa praça, de que o Conflito Interno Angolano caracterizou-se no contexto da Guerra Fria, onde a ingerência das duas superpotências (EUA e URSS) foi notória.
2. Não ousando, porém, confrontar-se directamente, EUA e URSS apoiavam os seus aliados em conflitos regionais localizados, nos quais se enquadra a região da África Austral, fornecendo tropas, conselheiros e material de guerra.
3. Com a aprovação da Resolução 435/78 do CS das Nações Unidas, começava com grande ênfase a busca de uma solução diplomática, que visava em primeiro lugar a libertação da Namíbia e concomitantemente com as várias tentativas de acordos entre as partes angolanas em conflito - governo da República Popular de Angola e a UNITA ( acordos de Lusaka, Gbadolite, Nova York, Bicesse entre outros), visando de forma pacífica e diplomática resolver não só o conflito de Angola como também a plena pacificação da região da África Austral.
4. As transformações que começaram depois de 1985 na URSS, com a eleição de Mikhail Gorbachev, levaram ao abrandamento da Guerra Fria e do clima de conflitualidade entre os países Ocidentais e os países de Leste, criando assim perspectivas para uma solução pacífica do conflito regional que opunha a República Popular de Angola à África do Sul. Neste contexto a tensão militar foi transferida para a fronteira norte, onde a RDC ex República do Zaíre, se tornava receptora do material militar enviado pelos Estados Unidos à UNITA.
5. Foi neste clima, que no ano de 1989, o presidente Mobutu do Zaíre, reuniu em Gbadolite com José Eduardo dos Santos e Jonas Malheiro Savimbi na presença de vários estadistas africanos. Esta reunião foi um fracasso, mas foi o cimentar dos acordos que se seguiram até chegar Bicesse.
6. Vale aqui dizer com veemência que o factor decisivo, que levou a Namíbia à independência e a estabilidade sócio-política na região, deveu-se efectivamente a conjuntura de então: o fim da correlação de forças entre URSS e EUA. Não existem dúvidas de que o fim da Guerra Fria favoreceu a busca da paz e estabilidade na sub-região da África Austral.
7. Não houve vencidos nem vencedores - fomos todos galardoados com as mudanças vindas da terra de Mikhail Gorbachev.

ONDE ESTÁ A VERDADEIRA LITERATURA ANGOLANA?


A literatura unilateral de vitórias de guerras, como a do Kwito-Kwanavale, não resumem as grandes vertentes que deveriam ter a nossa Literatura, marcada por páginas douradas que muito engrandeceriam Angola e os angolanos.

A Literatura é espelho da historiografia e da antropologia de todo um povo e não de um grupo oligárquico!

A atenção e recomendação vai para os nossos escritores, no sentido de darem a conhecer aos angolanos a nossa verdadeira Angola em todas as suas dimensões






terça-feira, 14 de julho de 2020

PORQUÊ ESCAMOTEAR A HISTÓRIA E A SÓCIO ANTROPOLOGIA DOS VÁRIOS POVOS DE ANGOLA?


Chamar o rei dos Bayakas de rei do Uíge, é um autêntico disparate e desconhecimento da gloriosa história dos povos do Norte de Angola. A figura propalada de rei do Uíge é tão somente rei dos Bayakas, região de Quimbele incluindo a região de Bandundu, na RDC.
O conjunto das várias regiões que compõem hoje a província do Uíge e Zaíre, eram conglomerados de sub-reinos (administrados por manis) submissos ao NTOTELA (reino do Kongo).
Lamentavelmente, temos energúmenos a funcionar em áreas sensíveis do Ministério da Cultura. Onde estão os nossos fiéis historiadores, antropólogos e linguistas? São estes que deviam, fruto da investigação, contribuir para nossa verdadeira historiologia.
Angola na qualidade de membro de pleno direito do CICIBA (Centro Internacional de Civilização Bantu) , devia saber aproveitar as valências desta grande instituição cultural Bantu.

terça-feira, 12 de maio de 2020

COVID-19

Covid-19 é a designação dada pela Organização Mundial da Saúde para identificar a doença provocada pelo novo coronavírus SARS-COV-2. Este novo coronavírus foi identificado pela primeira vez em Dezembro de 2019 na China, na cidade de Wuhan. 

terça-feira, 14 de abril de 2020


QUESTIONÁRIO AVALIATIVO REFERENTE AOS CONTÉUDOS PROGRAMADOS.
(Responder o questionário com auxílio do manual de apoio de DES)

1-Como se caracterizaram as relações entre os EUA e a URSS no período pós 2ª Guerra Mundial?
2-Comenta a seguinte afirmação: ‘’Não ousando confrontar-se directamente, os EUA e a URSS apoiavam os respectivos aliados aliados lutando por zonas de influência, numa luta que conduziria ao Equilíbrio pelo Terror‘’.
3-Define Guerra Fria?
4-O que se entende por Mundo Bipolar?
5-Quais foram os principais objectivos do Plano Marshall?
6-Identifica os Blocos Militares que se formaram no Pós 2ª Guerra Mundial?
REFERENTE AO JAPÃO:
7-Como se processou a recuperação económica do Japão?
SOBRE O PROCESSO DE INTEGRAÇÃO E O RESSURGIMENTO DA EUROPA COMO POTÊNCIA
8-Quais foram as primeiras iniciativas com vista à formação de uma Europa unida?
9-Como evoluiu a CEE desde 1957 até 1995?
10-Quando é que a CEE passou a chamar-se UE (União Europeia)?
SOBRE A QUESTÃO DO TERCEIRO MUNDO
11-Quando e quem utilizou pela primeira vez a expressão Terceiro Mundo, assim como o significado?
12-Enuncia as principais características socioeconómicas dos Países do Terceiro Mundo?
13-A que se deve o elevado crescimento demográfico nos Países do Terceiro Mundo?
14-Qual é o significado de economia de subsistência?
15-Caracteriza os Fluxos Norte/Sul (as relações comerciais entre os países subdesenvolvidos com os países desenvolvidos industrializados)
16-Quais são os objectivos da Ajuda Internacional aos países do Terceiro?
REFERENTE AO MOVIMENTO DOS NÃO-ALINHADOS
17-Em que consistiu a política de não-alinhamento?
18-Justifica a seguinte afirmação: ‘’...os anos 70 e 80 do século XX caracterizaram-se por uma abertura ao dialogo Norte – Sul, procurando construir uma nova ordem económica mundial, um novo impulso para a paz e defesa dos direitos humanos.’’
OS NPI DA ÁSIA: FACTORES DE SUCESSO
19-Quais foram as semiperiferias do sudeste asiático que mais rapidamente tiveram sucesso na sua industrialização?
20-Quais foram os factores que permitiram o sucesso dos NPI da Ásia?
NPI DA AMÉRICA LATINA
21-Quais foram os NPI da América Latina, mais bem sucedidos na sua industrialização?
22-O que se entende por Mundo Multipolar?


*Resposta em referência:
13- R. O elevado crescimento demográfico nos países do Terceiro Mundo deve-se às altas taxas de natalidade e a factores sociais e psicológicos: casamentos precoces, gravidez fora do casamento, práticas de poligamia, ausência de planeamento familiar, falta de recursos ou desconhecimento de métodos contraceptivos.

18- R. Nas conferências das Nações Unidas sobre comércio e desenvolvimento, os países participantes reivindicaram a modificação do sistema económico internacional, os países do Terceiro Mundo forçam os países industrializados ao dialogo.  


Pf. Pedro Júnior Zólua
Telemóvel: 923302455 / 912663905

O PROCESSO DE INTEGRAÇÃO E O RESSURGIMENTO DA EUROPA COMO POTÊNCIA MUNDIAL


2.3. A REAFIRMAÇÃO DA EUROPA E A CONSOLIDAÇÃO DO JAPÃO
2.3.1. O PROCESSO DE INTEGRAÇÃO E O RESSURGIMENTO DA EUROPA COMO POTÊNCIA MUNDIAL
Os países da Europa Ocidental que aceitaram a ajuda dos Estados Unidos da América (E. U. A.) e escolheram a via da economia de mercado, organizaram-se para administrar e coordenar esse auxílio, criando para o efeito a OECE (Organização Europeia de Cooperação Económica). A partir de 1961 passou a designar-se OCEDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico) com sede em Paris, juntando-se-lhe os EUA, Canada, a Austrália, a Nova Zelândia e o Japão.
No ano de 1944, tinha surgido a ideia da criação de uma união aduaneira entre alguns países europeus, projecto que se veio a concretizar em 1948 com a criação do BENELUX (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) e a fundação do Conselho da Europa, em 1949, constituíram as primeiras experiências bem-sucedidas que encorajaram alguns políticos e ideólogos europeus a irem mais longe.
Em 1951, os países do BENELUX, juntamente com a França, a Itália e a República Federal da Alemanha, assinaram um Tratado que instituiu a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA). Este tratado é considerado o início da construção da Europa unida.
 A FORMAÇÃO DA CEE
Os países que compunham a CECA reuniram-se em 1957 e assinaram o Tratado de Roma, através do qual foram criadas a Comunidade Económica Europeia (CEE) e a Comunidade Europeia de Energia Atómica (EURATOM).
Estava assim, criada o Mercado Comum através do qual seriam abolidos os obstáculos à livre circulação de pessoas, serviços e capitais entre os estados-membros e passariam a ser desenvolvidas políticas económicas comuns. Forma-se assim um grande mercado sem fronteiras.
O sucesso económico da CEE e do Mercado Comum levou a que  cada vez mais países se tornassem membros, através de sucessivos alargamentos.
Alargamento e desenvolvimento da CEE
Os primeiros 15 anos da CEE caracterizaram-se por pequenos avanços com vista a atingir os objectivos do Tratado de Roma. A dinâmica da Europa dos Seis e os sucessos obtidos a nível do desenvolvimento global dos países que a constituíam motivaram outros estados europeus a pedir a adesão à CEE.
Assim, em 1973, a Europa dos Seis passou a Europa dos Nove, com a adesão do Reino Unido, da Irlanda e da Dinamarca. Em 1981, aderiu a Grécia e em 1986 aderiram Portugal e Espanha. A Europa dos Nove passou, assim, a Europa dos Doze. Em 1995 aderem a CEE a República da Áustria, Finlândia e o Reino da Suécia – Europa dos quinze.
Em 2004 verificou-se a adesão de outros países do Leste da Europa, como a Polónia, a República Checa, a Hungria, a Eslovénia, a Eslováquia, a Letónia, a Estónia, a Lituânia, Chipre e, ainda, Malta. A Partir do ano 2004 a União Europeia passou, pois, a ser constituída por 25 Estados-membros.
A união económica e monetária
Em Fevereiro de 1992 foi assinado o Tratado de Maastricht, o qual entrou em vigor em Novembro de 1993. Neste tratado foram definidos os princípios fundamentais da Comunidade Europeia (CE) para a união económica e monetária, reforçando-se a perspetiva da união política. Desde essa data, a CEE passou a chamar-se União Europeia (UE).
De facto, o Tratado de Maastricht pôs em prática a união económica, monetária e política dos países membros da União Europeia e reforçou os poderes do Parlamento
Europeu, que passou a ser um dos mais importantes órgãos da UE constituídos por deputados directamente eleitos pelos cidadãos de cada estado-membro.
Funcionamento da União Europeia
Os principais órgãos de poder que garantem o funcionamento da União Europeia são:
- o Conselho de Ministros ( toma decisões sobre as leis comunitárias);
- a Comissão Europeia (faz propostas de leis relativas às políticas sectoriais);
- o Parlamento Europeu (tem funções consultivas e dá parecer sobre as propostas de lai da Comissão);
- o Tribunal de Justiça ou Tribunal Europeu (interpreta os textos jurídicos e julga os casos de litígio).
Nas políticas sectoriais destacam-se:
*a Política Agrícola Comum (PAC), para apoio à agricultura;
*o Fundo Social Europeu (FSE), para o desenvolvimento da formação  profissional e do emprego;
*o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), para apoiar as regiões mais atrasadas;
*o Sistema Monetário Europeu (antes da criação o do Euro), que assegurava a estabilidade das moedas europeias.
A União Europeia tem a maioria dos seus órgãos e das suas instituições a funcionar em Bruxelas (Bélgica), em Estrasburgo (França) e no Luxemburgo.

2.3. A REAFIRMAÇÃO DA EUROPA E A CONSOLIDAÇÃO DO JAPÃO



2.3.1. O PROCESSO DE INTEGRAÇÃO E O RESSURGIMENTO DA EUROPA COMO POTÊNCIA MUNDIAL

Os países da Europa Ocidental que aceitaram a ajuda dos Estados Unidos da América (E. U. A.) e escolheram a via da economia de mercado, organizaram-se para administrar e coordenar esse auxílio, criando para o efeito a OECE (Organização Europeia de Cooperação Económica). A partir de 1961 passou a designar-se OCEDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico) com sede em Paris, juntando-se-lhe os EUA, Canada, a Austrália, a Nova Zelândia e o Japão.
No ano de 1944, tinha surgido a ideia da criação de uma união aduaneira entre alguns países europeus, projecto que se veio a concretizar em 1948 com a criação do BENELUX (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) e a fundação do Conselho da Europa, em 1949, constituíram as primeiras experiências bem-sucedidas que encorajaram alguns políticos e ideólogos europeus a irem mais longe.
Em 1951, os países do BENELUX, juntamente com a França, a Itália e a República Federal da Alemanha, assinaram um Tratado que instituiu a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA). Este tratado é considerado o início da construção da Europa unida.
 A FORMAÇÃO DA CEE
Os países que compunham a CECA reuniram-se em 1957 e assinaram o Tratado de Roma, através do qual foram criadas a Comunidade Económica Europeia (CEE) e a Comunidade Europeia de Energia Atómica (EURATOM).
Estava assim, criada o Mercado Comum através do qual seriam abolidos os obstáculos à livre circulação de pessoas, serviços e capitais entre os estados-membros e passariam a ser desenvolvidas políticas económicas comuns. Forma-se assim um grande mercado sem fronteiras.
O sucesso económico da CEE e do Mercado Comum levou a que  cada vez mais países se tornassem membros, através de sucessivos alargamentos.
Alargamento e desenvolvimento da CEE
Os primeiros 15 anos da CEE caracterizaram-se por pequenos avanços com vista a atingir os objectivos do Tratado de Roma. A dinâmica da Europa dos Seis e os sucessos obtidos a nível do desenvolvimento global dos países que a constituíam motivaram outros estados europeus a pedir a adesão à CEE.
Assim, em 1973, a Europa dos Seis passou a Europa dos Nove, com a adesão do Reino Unido, da Irlanda e da Dinamarca. Em 1981, aderiu a Grécia e em 1986 aderiram Portugal e Espanha. A Europa dos Nove passou, assim, a Europa dos Doze. Em 1995 aderem a CEE a República da Áustria, Finlândia e o Reino da Suécia – Europa dos quinze.
Em 2004 verificou-se a adesão de outros países do Leste da Europa, como a Polónia, a República Checa, a Hungria, a Eslovénia, a Eslováquia, a Letónia, a Estónia, a Lituânia, Chipre e, ainda, Malta. A Partir do ano 2004 a União Europeia passou, pois, a ser constituída por 25 Estados-membros.
A união económica e monetária
Em Fevereiro de 1992 foi assinado o Tratado de Maastricht, o qual entrou em vigor em Novembro de 1993. Neste tratado foram definidos os princípios fundamentais da Comunidade Europeia (CE) para a união económica e monetária, reforçando-se a perspectiva da união política. Desde essa data, a CEE passou a chamar-se União Europeia (UE).
De facto, o Tratado de Maastricht pôs em prática a união económica, monetária e política dos países membros da União Europeia e reforçou os poderes do Parlamento
Europeu, que passou a ser um dos mais importantes órgãos da UE constituídos por deputados directamente eleitos pelos cidadãos de cada estado-membro.
Funcionamento da União Europeia
Os principais órgãos de poder que garantem o funcionamento da União Europeia são:
- o Conselho de Ministros ( toma decisões sobre as leis comunitárias);
- a Comissão Europeia (faz propostas de leis relativas às políticas sectoriais);
- o Parlamento Europeu (tem funções consultivas e dá parecer sobre as propostas de lai da Comissão);
- o Tribunal de Justiça ou Tribunal Europeu (interpreta os textos jurídicos e julga os casos de litígio).
Nas políticas sectoriais destacam-se:
*a Política Agrícola Comum (PAC), para apoio à agricultura;
*o Fundo Social Europeu (FSE), para o desenvolvimento da formação  profissional e do emprego;
*o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), para apoiar as regiões mais atrasadas;
*o Sistema Monetário Europeu (antes da criação o do Euro), que assegurava a estabilidade das moedas europeias.
A União Europeia tem a maioria dos seus órgãos e das suas instituições a funcionar em Bruxelas (Bélgica), em Estrasburgo (França) e no Luxemburgo.


2.3.2. A RECUPERAÇÃO ECONÓMICA E A RÁPIDA MODERNIZAÇÃO DO JAPÃO
O Japão saiu derrotado da Segunda Guerra Mundial tendo sofrido enormes perdas humanas e materiais. No fim da guerra a sua economia estava paralisada.
Após a rendição, o Japão foi ocupado pelos Estados Unidos, tendo ficado sob administração do general Mac Arthur entre 1945 e 1950. Este general empreendeu diversas reformas que levaram ao desenvolvimento de um regime democrático e a rápida recuperação da economia:
·         Reformou o ensino, de forma a melhorar a qualidade da mão de obra;
·         Distribuiu terras aos camponeses que assim passaram a proprietários, aumentando a produção;
·         Garantiu auxílio económico em matérias-primas, maquinarias e apoio técnico com vista ao desenvolvimento industrial.
Em 1951, o Japão recuperou a sua soberania e era já um país economicamente reconstruído. Contudo politicamente, sofria pressões dos seus vizinhos comunistas (URSS e a China). Temendo a instauração do comunismo e sob influência ideológica dos americanos, o Japão aliou-se aos Estados Unidos da América.
O desenvolvimento económico do Japão foi tão rápido que é habitual usar-se a designação de Milagre Japonês para o caracterizar.
O MILAGRE JAPONÊS
Em cerca de vinte anos o Japão transformou-se na terceira potência económica mundial e em 1984, passou a segunda (2ª) à seguir aos Estados Unidos.
Mas como se explica este milagre? Esta recuperação do Japão foi possível graças a uma  série de factores, dos quais se destacam:
-     Factores Demográficos: o Japão é um país superpovoado – actualmente tem mais de 130 milhões de habitantes, a grande maioria da sua população está concentrada em grandes cidades, como Tókyo, Osaca, Quioto, Nagoia, Cobé, Iocoama;
- Factores Humanos: uma mão-de-obra muito abundante, disciplinada, empreendedora, com elevado sentido cívico e formação técnica;
-    Cooperação entre o Estado e as grandes empresas: o estado protege a indústria da concorrência estrangeira (medidas proteccionistas) e as grandes empresas investem na formação dos seus funcionários;
-    Grandes avanços tecnológicos, sobretudo na electrónica e na robótica. 
O progresso da economia Japonesa verificou-se sobretudo nos sectores da construção naval (primeiro lugar mundial), das indústrias automóveis e electrotecnia, na produção de têxteis...
Actualmente, o Japão exporta produtos de grande qualidade, a preços competitivos, para os seus mercados concorrentes (Estados Unidos e União Europeia) e para todo mundo.