sábado, 29 de outubro de 2016

ONDE JAZE A FNLA (FRENTE NACIONAL DE LIBERTAÇÃO DE ANGOLA)




A FNLA com génese na UPNA-UPA + PDA, primeira força libertadora de Angola, ou seja o primeiro movimento de Liberação de Angola e que deu início ao grande combate que levou a independência da nossa bela Pátria (Angola) está falecida, alias está moribunda. A Frente Nacional de Liberação de Angola de Holden Roberto, foi a muito enterrada por Lucas Bengui Ngonda... Que pena!... O histórico movimento desapareceu. Será que alguém terá capacidade de ressuscita-la da cova dos mortos?
Bay bay FF! Sinceramente não quero acreditar no seu fim.
Não, não é esta UPA/FNLA que os angolanos de todas as latitudes acreditaram e sonharam... Mas eu ainda tenho fé, no surgimento de um grande profeta e deumaturgo capaz de reverter o quadro histórico-penoso.
Onde estás papa Pinock? O produto da tua genologia morreu, alias está na agonia e quase à disparêtre!

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

NOVAS TECNOLOGIAS - NOVA HODIERNIDADE

O bom uso dos meios tecnológicos e cada vez mais inovadores, não podem substituir o papel dos mais velhos no sentido de orientar as novas gerações à saberem olhar o mundo com olhos de ver.

É maravilhoso saber, que as pessoas na virtualidade interagem, procurando estabelecer pontes... Gentes de todas as latitudes (crianças, adolescentes, jovens, adultos, velhos,... e tipologias socioculturais, etc...), criando relacionamentos muitas vezes afetivas!...

Ahhh... aihhh, que perigo para nossa sociedade de consumo... No entanto temos que dar graças aos meios que a hodiernidade nos trouxe e que de maneira rompante evadem as nossas casas e consciências.

A juventude dos nossos dias é sedenta de todo tipo de valores..., e é dever capital de nós os mais velhos, darmos aos nossos mais novos um porto seguro!...

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

O COLONIALISMO PORTUGUÊS E A SOCIEDADE ANGOLANA NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX

1- FRUSTRAÇÃO DA EXPECTATIVA COLONIAL NO PERÍODO DA PRIMEIRA REPÚBLICA (1910 - 1926)


As dificuldades econômicas, e o descontentamento social às condições de vida e à crescente afirmação do republicanismo  a partir do Ultimato Inglês de 1890, levou a queda da Monarquia Portuguesa e a Implantação da Primeira República em 5 de Outubro de 1910.

A Implantação da República em Portugal permitiu um grande alívio nos métodos de colonização: começou haver alguma tolerância nas colonias.

O governo saído da Revolução Republicana Portuguesa não conseguiu resolver os problemas econômicos que inquietavam a população. Contudo, a instabilidade governativa e as dificuldades socioeconômicas foram de difícil resolução.

A degradação do regime Republicano conduziu ao Golpe Militar de 1926 chefiado pelo general Gomes da Costa. Era o fim da Primeira República e a Instauração de uma Ditadura Militar em Portugal (1926 - 1932).  

Em 1928, foi eleito um novo presidente da República, o general Óscar Carmona. A fim de resolver as dificuldades econômicas e financeiras, foi nomeado Ministro das Finanças o Professor da Universidade de Coimbra, António de Oliveira Salazar.

As medidas tomadas por Salazar trouxeram-lhe grande prestígio e influência, pelo que, em 1932, foi convidado para chefiar o governo.

Em 1933 apresentou ao país uma Nova Constituição Política. Era o início do Estado Novo.

O Estado Novo foi um regime ditatorial instaurado por Salazar a partir da Constituição de 1933. Um dos principais suportes do regime Salazarista foi a polícia política (PVDE e PIDE) e os principais instrumentos de defesa e propaganda do regime foram o Secretariado da Propaganda Nacional e a Mocidade Portuguesa.  


O COLONIALISMO

O Estado Novo considerava as colonias como parte integrante do Território Nacional Português.
As colonias tiveram uma grande importância na política Salazarista, tanto a nível político como econômico:
*politicamente constituíam uma forma de engrandecer o país e reforçar a ideia de império;
*economicamente eram uma fonte de matérias primas para a indústria e um grande mercado para o escoamento da produção agrícola e industrial portuguesa.

Em 1933, Salazar, ainda Ministro das Finanças, criou o Ato Colonial. Este documento afirmava que as colonias eram parte integrante da Nação Portuguesa e que cabia a Portugal defender, civilizar e colonizar os territórios do império colonial Português (levar a língua, a cultura, a religião, em suma, a civilização aos povos não civilizados).

Após a segunda Guerra Mundial, as colonias passaram a ser designadas '' Províncias Ultramarinas''. 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

REFLETIR KALUPETEKA À LUZ DO MESSIANISMO AFRICANO

Em todos os momentos históricos, quase que sempre temos a repetição de factos que tenham acontecido no passado e apenas trajados com uma nova roupagem!...

O grande marco da consciencialização africana começa precisamente com o Pan-Africanismo no início do século XX, com o primeiro encontro histórico dos africanos que teve lugar em 1900, marcando assim o início do fim de um sistema - o colonial.

Figuras como Willian Silvestre, W.E. Du Bois e Marcus Harry, foram os embriões da causa que reclamava um melhor tratamento para a África e os africanos...

Foi justamente o Pan-Africanismo que deu lugar a partir do ano de 1914, ao surgimento de um vasto Movimento Religioso, denominado de Movimento dos Profetas Messiânicos, onde podemos destacar: o Amicalismo de André Matswa (1921) no ex Congo Francês; a Societé Amicale des Originaires de l´Afrique Equatoriale, fundada em França em 1926; A Torre Espreita, na Niassalândia; a Seita de Willian Harry, na Costa do Marfim; o Kimbanguismo, em 1921 no ex Congo Belga; o Tocoísmo, em 1949 em Leopolville (Kinshasa)...

Busquemos a história de alguns destes Movimentos de Profetas Messiânicos, que surgiram no século passado e façamos uma sucinta analogia/reflexão histórico-filosófica e procuremos dar respostas no hoje e no tempo.

Deixo aqui as seguintes questões: Como eram considerados os Movimentos de Profetas Messiânicos pelos então poderes coloniais em África? E como os primeiros governos de inspiração socialista/comunista saídos das independências africanas olhavam para estes Movimentos?

O Tocoísmo por exemplo em Angola até bem pouco tempo atrás, foi considerada seita do mal, tendop sido também acusada em 1984 de práticas indecorosas e tentar contra a então Segurança do Estado. Para muito isto é coisa do passado, para mim também... mas estes factos devem servir-nos de referência sócio-histórica, ajudando-nos a não repetirmos os erros do passado.

Todos os atos de barbárie devem ser veementemente condenados, mas respeitando sempre o Direito e a dignidade da pessoa humana em toda a sua dimensão.

terça-feira, 1 de março de 2016

1.2-DO CRESCIMENTO AO DESENVOLVIMENTO

1.2.1- CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO: DOIS ASPECTOS DA MESMA REALIDADE

O Crescimento é fenómeno de natureza quantitativa, que se caracteriza num aumento ou seja define a evolução da actividade económica. Referindo-se precisamente a quantidades de bens e serviços produzidos numa determinada sociedade e posta a disposição das pessoas.

O conceito de Desenvolvimento vem do coneito de Crescimento, pois os seus elementos económicos ligados ao Desenvolvimento são parte do Desenvolvimento engloba muito mais do que os elementos económicos, pois envolve alterações quantitativas.

Podemos assim dizer que o Crescimento não é um fim em si, mas caminho indicativo para o Desenvolvimento.


1.2.2- O CARÁCTER DINÂMICO DO CONCEITO DE DESENVOLVIMENTO

Os conceitos de Crescimento e Desensolvimento só entram no vocabulário económico e político a partir da II Guerra Mundial, quando com as independências das colonias se começou a confrontar o nível de vida dos novos países (África e Ásia) com os países da Europa e da América do Norte.

Após as descolonizações as políticas de Desenvolvimento orientavam-se para um elevado crescimento do PIB per capita através da industrialização, acreditava-se que o Crescimento Económico, apesar de gerar desigualdades no ínicio, acabaria por trazer mudanças qualitativas.

Perante a falência dos resultados, tomou-se consciência de que o simples Crescimento Económico não acarretava forçosamente o Desenvolvimento nem a diminuição das desigualdades.

A partir do final dos anos 70 do século XX surgem novas teorias centradas na articulação entre o Económico e o Social, que propugnam a satisfação das necessidades básicas da população, assim como políticas de redistribuição.

1.2.3- ASPECTOS RELEVANTES DO DESENVOLVIMENTO HUMANO E DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Surge em 1990 através do Relatório das Nações Unidas (ONU), o conceito de Desenvolvimento Humano, que considera Desenvolvimento Humano, o próprio desenvolvimento da pessoa humana em todas as suas dimensões, incluindo a liberdade de escolher e realizar o seu próprio projecto de Desenvolvimento. Assim foi criado um indicador para medir o Desenvolvimento Humano (IDH).

Também foi criado um outro indicador, o do Desenvolvimento Sustentável. Este indicador permite dar respostas às necessidades da geração presente, sem comprometer a possibilidade  de Desenvolvimento das gerações futuras. O Desenvolvimento Sustentável tem dois conceitos básicos: 
* O conceito de necessidades
* O conceito de limites

            

segunda-feira, 23 de março de 2015

MEDIÇÃO DO NIVEL DE DESENVOLVIMENTO HUMANO DOS PAÍSES


O índice da Renda per capita é uma medida simples e operacional, mas tem limitações e pode apresentar distorções. Por isso, vem se tentando melhorá-lo, seja aperfeiçoando as suas estimativas (como por exemplo, adotando-se, nas comparações internacionais, indicadores calculados com base no método da paridade do poder de compra, ao invés das taxas de câmbio oficiais), seja complementando-o com outros indicadores como Educação (grau de alfabetização) e Saúde (expectativa de vida), para definir um índice de Desenvolvimento Humano (IDH) ou de qualidade de vida. Nem sempre os países com mais alta renda per capita são os de mais alto nível de qualidade de vida.  Repare por exemplo na Tabela abaixo, o Canadá está na    posição do ponto de vista do Produto per capita, mas tem o 1º lugar em qualidade de vida. Já o Luxemburgo tem o 1º lugar em produto per capita, mas ocupa o 6ª posição em termos de qualidade de vida.

O quê então o IDH (Indicador de Desenvolvimento Humano)? É uma medida resumida do progresso a longo prazo em três dimensões básicas do Desenvolvimento Humano: RENDA, EDUCAÇÃO E SAÚDE. O objectivo da criação do IDH foi o de oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão económica do desenvolvimento.  

TABELA DO RANKING DE ALGUNS PAÍSES SEGUNDO O DESENVOLVIMENTO HUMANO    
Refº ao ano de 1999
Posição na classificação
Países Classificados de acordo com
        Produto per capita
                 IDH
 
   
10º
11º
 
 
 
 
 
 
LUXEMBURGO
ESTADOS UNIDOS
SUÍÇA
NORUEGA
ISLÂNDIA
BRUNEI
BÉLGICA
DINAMARCA
BERMUDA E CANADÁ
JAPÃO
FRANÇA
 
CANADÁ
NORUEGA
AUSTRÁLIA
ESTADOS UNIDOS
SUÉCIA
LUXEMBURGO
BÉLGICA E HOLANDA
JAPÃO
ISLÂNDIA
REINO UNIDO
 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O PANAFRICANISMO

O Panafricanismo é o pensamento político-ideológico que defendia de uma forma aberta o nacionalismo africano. Surge no início do século XX, no fim de um período extremamente triste de uma época histórica - a da Escravatura Transatlântica e o começo de uma era também triste, o Colonialismo.  

O primeiro encontro histórico dos africanos teve lugar em 1900, marcando o início do fim de um sistema - o Colonial. O encontro foi preparado por William Silvestre, estiveram presentes um reduzido número de intelectuais das Índias ocidentais britânicas e afro-americanos, reclamando um melhor tratamento para a África. Os negros norte americanos, conhecidos por afro-americanos, tomaram a peito à questão... os mais conhecidos foram:
* W. E. Du Bois
* William silvestre
* Marcus Garvey

De 1919 - 1945 os fundadores da ideologia Pan-africanista intensificaram  seus esforços, conseguindo grandes avanços e atingindo experiências e maturidade para a sua causa.

Foram realizados 5 (cinco) Congressos Pan-africanos, o tema central refletia-se precisamente nos problemas dos negros nos continentes americanos e africano:
1º Congresso (Paris 1919)
2º Congresso (Londres 1921)
3º Congresso (Londres e Lisboa 1923)
4º Congresso (Nova York 1927) com 208 delegados e nenhuma representação africana efectiva.
5º Congresso (Manchester 1945)

O Pan-africanismo influenciou os africanos no interior e no exterior do continente, pronunciando-se contra o colonialismo, a descriminação racial e a favor da autodeterminação dos povos das colónias, partindo da unidade.
             
                    «A Salvação da África encontra-se na sua unidade» (Diallo Telli)