quinta-feira, 2 de novembro de 2017

REFLETIR KALUPETEKA À LUZ DO MESSIANISMO AFRICANO

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Em todos os momentos históricos, quase que sempre temos a repetição de factos que tenham acontecido no passado e apenas trajados com uma nova roupagem!...

O grande marco da consciencialização africana começa precisamente com o Pan-Africanismo no início do século XX, com o primeiro encontro histórico dos africanos que teve lugar em 1900, marcando assim o início do fim de um sistema - o colonial.

Figuras como Willian Silvestre, W.E. Du Bois e Marcus Harry, foram os embriões da causa que reclamava um melhor tratamento para a África e os africanos...

Foi justamente o Pan-Africanismo que deu lugar a partir do ano de 1914, ao surgimento de um vasto Movimento Religioso, denominado de Movimento dos Profetas Messiânicos, onde podemos destacar: o Amicalismo de André Matswa (1921) no ex Congo Francês; la Societé Amicale des Originaires de l´Afrique Equatoriale, fundada em França em 1926; A Torre Espreita, na Niassalândia; a Seita de Willian Harry, na Costa do Marfim; o Kimbanguismo, em 1921 no ex Congo Belga; o Tocoísmo, em 1949 em Leopolville (Kinshasa)...

Busquemos a história de alguns destes Movimentos de Profetas Messiânicos, que surgiram no século passado e façamos uma sucinta analogia/reflexão histórico-filosófica e procuremos dar respostas no hoje e no tempo.

Deixo aqui as seguintes questões: Como eram considerados os Movimentos de Profetas Messiânicos pelos então poderes coloniais em África? E como os primeiros governos de inspiração socialista/comunista saídos das independências africanas olhavam para estes Movimentos? O Tocoísmo por exemplo em Angola até bem pouco tempo atrás, foi considerada seita do mal, tendo sido também acusada em 1984 de práticas indecorosas e tentar contra a então Segurança do Estado. Para muitos isto é coisa do passado, para mim também... mas estes factos devem servir-nos de referência sócio histórica, ajudando-nos a não repetirmos os erros do passado.

Todos os atos de barbárie devem ser veementemente condenados, mas respeitando sempre o Direito e a dignidade da pessoa humana em toda a sua dimensão.


Publicado por Pedro Júnior Zólua


REFLETIR KALUPETEKA À LUZ DO MESSIANISMO AFRICANO

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Em todos os momentos históricos, quase que sempre temos a repetição de factos que tenham acontecido no passado e apenas trajados com uma nova roupagem!...

O grande marco da consciencialização africana começa precisamente com o Pan-Africanismo no início do século XX, com o primeiro encontro histórico dos africanos que teve lugar em 1900, marcando assim o início do fim de um sistema - o colonial.

Figuras como Willian Silvestre, W.E. Du Bois e Marcus Harry, foram os embriões da causa que reclamava um melhor tratamento para a África e os africanos...

Foi justamente o Pan-Africanismo que deu lugar a partir do ano de 1914, ao surgimento de um vasto Movimento Religioso, denominado de Movimento dos Profetas Messiânicos, onde podemos destacar: o Amicalismo de André Matswa (1921) no ex Congo Francês; la Societé Amicale des Originaires de l´Afrique Equatoriale, fundada em França em 1926; A Torre Espreita, na Niassalândia; a Seita de Willian Harry, na Costa do Marfim; o Kimbanguismo, em 1921 no ex Congo Belga; o Tocoísmo, em 1949 em Leopolville (Kinshasa)...

Busquemos a história de alguns destes Movimentos de Profetas Messiânicos, que surgiram no século passado e façamos uma sucinta analogia/reflexão histórico-filosófica e procuremos dar respostas no hoje e no tempo.

Deixo aqui as seguintes questões: Como eram considerados os Movimentos de Profetas Messiânicos pelos então poderes coloniais em África? E como os primeiros governos de inspiração socialista/comunista saídos das independências africanas olhavam para estes Movimentos? O Tocoísmo por exemplo em Angola até bem pouco tempo atrás, foi considerada seita do mal, tendo sido também acusada em 1984 de práticas indecorosas e tentar contra a então Segurança do Estado. Para muitos isto é coisa do passado, para mim também... mas estes factos devem servir-nos de referência sócio histórica, ajudando-nos a não repetirmos os erros do passado.

Todos os atos de barbárie devem ser veementemente condenados, mas respeitando sempre o Direito e a dignidade da pessoa humana em toda a sua dimensão.


Publicado por Pedro Júnior Zólua