terça-feira, 26 de abril de 2011

AS SOCIEDADES OCIDENTAIS EM TRANSFORMAÇÃO


O alargamento do sector terciário, o nascimento da sociedade do bem-estar e a atracção do consumo nos países capitalistas acompanharam o desenvolvimento económico das sociedades industrializadas. Na década de 1960, a juventude contestou os valores da sociedade de consumo e mostrou-se a favor da não-violência. Neste período, também as minorias desenvolveram movimentos de luta contra as desigualdades.


      O alargamento do sector terciáio.

A evolução económica e social verificada nos países industrializados e capitalistas desde a 2ª Guerra Mundial levou a alterações na sociedade. A mecanização e o desenvolvimento técnico libertaram mão-de-obra da agricultura e indústria (sectores primário e secundário).
O sector terciário foi o que teve um maior desenvolvimento.
Sugiram novos srviços e novas profissões ligados ao ensino, à saúde, à assistência social, à justiça, ao turismo, à publicidade, entre outros. Estas alterações levaram a um desenvolvimento e a um crescimento económico das classes médias que integram a maioria da população.
Actualmente, o volume do sector terciário é considerado como um dos indicadores do desenvovimento de um país.
    A sociedade do bem-estar
O bem-estar das pessoas tornou-se um dos principais objectivos das sociedades ocidentais. O Estado passou a legislar de forma a garantir o pleno emprego e o bem-estar social. Para isso desenvolveu uma política de protecção ou  segurança social, garantindo assistência médica, ensino obrigatório gratuito, abono de família, subsídios de desemprego, velhice e invalidez, protecção à maternidade... Esta política é característica do Estado-Providência, que atingiu o seu apogeu nas décadas de 1950 e 1960. Dinamizada nos EUA por pesidentes como Kennedy e Johnson, esta política foi rapidamente adoptada pelos países capitalistas da Europa.
Estas medidas contribuíram para uma melhoria da qualidade de vida e para o desenvolvimento de novas formas de lazer, como o desporto, cinema, turismo, etc.




A atracção do consumo
Nos países ocidentais de modelos  capitalista, a melhoria do nível de vida das classes médias levou a um aumento do consumo.
Houve uma crescente procura de produtos que tornam a vida mais cómoda, como os electrodomésticos, os automóveis, os televisores, serviços ligados às férias e ao lazer, entre outros.
O aumento do consumo é estimulado pela publicidade. As empresas utilizam os meios de comunicação social e variadíssimas técnicas de marketing para motivar o público a comprar os seus produtos. Este fenómeno é conhecido por «atracção do consumo», que levou à formação de uma sociedade de abundância  e de consumo. As empresas aplicam o princípio de produzir mais para consumir mais.
Esta sociedade traz alguns perigos e gera graves problemas ambientais, uma vez que aumenta a produção de lixo («use e deite fora»)e de poluição. Além disso, este modo de vida criou também um grupo de “excluídos”, ou seja, uma percentagem da população que vive em situação de pobreza e que não usufrui das comodidades desta sociedade.

Os problemas da juventude
A juventude dos Anos 60 (década de 1960) cresceu num clima conturbado, marcado pela Guerra Fria, pela guerra do Vietname, pelo crescimento da sociedade de consumo, pela modificação dos valores tradicionais...
Estes jovens manifestavam-se contra os valores da sociedade burguesa, contra a guerra e contra a sociedade de consumo. Contudo, as suas atitudes não eram compreendidas pelos mais velhos, dando origem a um conflito de gerações.
Nesta época sugiram diversos movimentos de juventude, o primeiro dos quais foi o dos beatnicks, que contestavam a sociedade de consumo. Mas, o mais conhecido foi o movimento hippie, composto por jovens das classes médias ou de grupos intelectuais, que se opunham aos valores materiais e à violência. Defendiam um regresso à vida com a Natureza, a liberdade, a paz e o amor sem preconceitos ou limites. Em 1968, os movimentos estudantis atingiram uma expressão política. Em França, em Maio de 1968, desencadeou-se um movimento que teve início nas universidades de Paris e rapidamente se alastrou a toda a França, paralisando o país com greves e maifestações durante três semanas.

Os jovens criticavam a hipocrisia e arrogância dos chefes políticos e a repressão a que estavam sujeitos. Também na Alemanha, na Itália e em outros países se verificaram movimentos semelhantes. Nos EUA os movimentos de juventude manifestavam-se contra a guerra no Vietname, divulgando o slogan «make love not war».

A situação das minorias
A segunda metade do século XX foi marcada, em muitos países do Mundo, por problemas e confitos relacionados com a situação das minorias:
<Os negros, particularmente nos EUA, lutaram contra a segregação racial;
<Os imigrantes, quer nos EUA quer nos países europeus, lutaram contra a segregação étnica;
<Os católicos, na Irlanda do Norte, lutaram contra a segregação religiosa e política, o mesmo acontecendo na Indonésia e em outros países islâmicos.

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